Sarah

“Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti”. É esta a frase que resume o seu modo de estar e de pensar. Se queremos que as pessoas nos respeitem e nos ofereçam a sua luz, devemos o mesmo a cada uma delas. “O respeito é um direito de todos”, afirma.

Encontro-a a desfrutar do sol de Lisboa, com os auriculares nos ouvidos e um livro no regaço a fazer-lhe companhia. Gosta de ler. Lê um pouco de tudo, mas gosta especialmente de policiais e de romances históricos, daqueles encharcados em ondas de mistério. Não é de estranhar, por isso, que um dos seus autores preferidos seja o norte-americano Dan Brown. Também gosta de ouvir música. Aliás, de todas as artes, é talvez a música a que mais a toca. Adora o rock energético dos Linkin Park e dos Green Day, mas também o pop elegante e melancólico dos London Gramar. Um gosto eclético, portanto!

De Lisboa, há poucas coisas que não gosta. “Talvez os transportes à noite que são complicados”, partilha. “E de dia, quando há greve”, acrescenta o narrador. “Quando há greve… isso é para esquecer”, em particular se se está limitado a um único meio de transporte para chegar à capital, como é o seu caso. “Quando há greve do comboio estou trancada em casa”, suspira.

Adora passear pelos bairros mais antigos da capital, com a sua arquitectura centenária. Graça, Alfama e Bairro Alto são as suas zonas de eleição. É apaixonada pelos miradouros de Lisboa, sendo que o seu favorito roubou a toponomia a um dos nomes maiores da poesia portuguesa: Sophia de Mello Breyner Andresen. Fica no Largo da Graça e é também conhecido pelo Miradouro da Graça. De lá, pode desfrutar-se de uma das mais belas vistas da cidade das sete colinas.

Deixando agora Lisboa e navegando um pouco pela sua alma: o que a fará feliz? “Os meus amigos, a minha família… sem dúvida. E o namorado!”, conta no meio de um sorriso. A família é algo muito importante para si e a sua irmã ocupa um lugar bem especial no cantinho mais precioso do seu coração. Se tivesse de escolher um desejo para a pessoa que mais gosta seria certamente para a sua mana. E o que pediria? “Antes de mais, que encontre alguém com quem possa ser feliz”. E vai encontrar, dizemos nós.

Se estivesse à frente dos destinos do mundo por uns tempos, o que faria? “Não sei se quero isso!”, responde rápido, no meio de uma gargalhada. É por certo das respostas mais inteligentes a esta questão, à altura de uma tarefa que não seria nada fácil e da responsabilidade que traz atrelada. Mas acaba por aceitar o cargo e, depois de pensar um pouco, decide concentrar os seus esforços nos países e nas pessoas que hoje se encontram em guerra. Síria e Nigéria são apenas dois exemplos de terras onde morre gente com frequência demais para que até os telejornais deixem de passar por lá as notícias. É tudo tão ‘normal’ e, no entanto, são as vidas de pessoas como nós que se perdem naqueles lugares todos os dias… Seria por certo aí que iria gastar todas as suas energias.

E uma coisa mais egoísta, a capitalizar o facto de ser a dona do planeta? “Aproveitava para explorar o mundo. Viajar é uma coisa que ainda não tive a oportunidade de fazer muito”. Deseja muito completar a sua viagem de sonho a Itália, pois faltou-lhe conhecer Roma. Adora a língua italiana, “parece que estão sempre a cantar”, partilha. E é uma cidade repleta de histórica e isso apaixona-a. Gosta de aproveitar estas viagens para enriquecer a sua cultura e aprender algo novo. “Viajar não é só praia”, conclui.