João

“Não preciso de presentes espampanantes”, confidencia. Basta um abraço, um beijo, uma coisa simples e mais pessoal para o deixar feliz. São estas as ofertas que mais perduram na sua memória. E isso, é suficiente.

De Algueirão, onde vive, não destaca nada de especial… É apenas uma vila dormitório. Mas depois de pensar um pouco, fala das zonas verdes de mata e da ruralidade que ainda permanece numa zona que fica apenas a alguns quilómetros das cidades mais populosas do país. Ainda há pouco tempo descobriu uma zona da sua vila que parece uma autêntica aldeia nortenha.

Entre tempo e dinheiro responde prontamente que escolhia os dois! Se tivesse dinheiro, mas não tivesse tempo, não poderia desfrutar do primeiro. Se tivesse tempo e não tivesse dinheiro… “bom, aí ainda podia fazer alguma coisa para o ocupar da melhor forma”. O melhor seria mesmo ter muito dos dois!

O filme da sua vida? Embora não seja muito cinéfilo, recorda prontamente um título que o marcou na sua juventude. Recorda claramente a obra prima de Elia Kazan, baseado na peça homónima de Tennessee Williams, Um Eléctrico Chamado Desejo. Hoje já não se lembra do enredo, mas foi uma história que sem dúvida plantou algo de importante na sua memória. Ora aí está a desculpa perfeita para o ver de novo.