Jéssica

“O que me faz sorrir…? Saber que tenho saúde, pessoas que me amam e que estão ao pé de mim. Poder desfrutar da vida da melhor forma possível, sem vícios e sem nada que me prenda…”, confessa do fundo dos seus grandes olhos negros.

Adora o carácter histórico da cidade de Lisboa. Gosta de poder andar pelas ruas da capital e de ver História. De ver e de a sentir. Apaixona-a o facto de “saber que outras pessoas estiveram aqui e agora quem está aqui sou eu”. Os locais que gosta de visitar têm também a ver com esta matriz histórica: a Torre de Belém e o Arco da Rua Augusta estão no topo das suas escolhas.

Acha os Lisboetas muito simpáticos. “Lá no Brasil as pessoas são mais… têm muito aquele jogo de interesses. Aqui eu vi que as pessoas não são tão assim”, partilha. Pelo contrário, há um grande defeito que aponta aos portugueses: fumam muito!

Voamos rapidamente até ao outro lado do Atlântico. Peço que me leve pela mão à sua terra natal. Aterramos em Brasília e, em primeiro lugar, sugere uma visita ao Museu da Cidade. Este lugar é verdadeiramente especial para si, pois “conta como foi criada a capital, uma capital jovem, com apenas 55 anos”. Fala-me também do imenso lago criado num local onde a água era um bem escasso. “Às vezes, faz-me lembrar o rio Tejo, com as suas pontes, pois também em Brasília foram construídas duas pontes”, partilha com uma serenidade e um timbre contagiante.

Depois da visita ao museu, uma das muitas obras emblemáticas do eterno Oscar Niemeyer, é tempo para praticar algum desporto, algo que Jéssica adora fazer. Para isso, nada melhor que nos perdermos pelos vários parques ecológicos da capital brasileira, onde se podem fazer várias actividades, mais ou menos radicais. Desta vez vamos até Salto Corumbá, um sítio que adora. E enquanto a minha anfitriã cultiva o corpo, eu aproveito para fotografar a imensa natureza. Depois, no fim, eu prometo que vamos os dois experimentar um dos maiores bungee jumpings do mundo!

Falando de desporto, não há actividade que Jéssica goste mais. Está aqui para prosseguir os seus estudos na área e é no desporto que quer fundar a sua vida profissional. Os pais conheceram-se num ginásio, ela própria cresceu num ginásio, licenciou-se em desporto e é isto que quer fazer na sua vida. Um ídolo? Talvez o Arnold Schwarzenegger.

Para a pessoa que mais gosta só pedia uma coisa: saúde. Aliás, pedia duas: saúde e riqueza. “Tendo isto, não nos falta mais nada. O resto conquistamos com tempo e dedicação”.

Terminamos com música. Se pudesse levar apenas um disco para uma longa viagem teria de ser de tango. “Algo que nunca me canso de ouvir”, diz com alma. Um título? “Santa Maria“.