Irina

Se há algo que a faz perder a noção do tempo é a dança. É a ela que deve o seu nome.

Pratica-a desde os cinco anos e hoje em dia é o estilo contemporâneo o que mais a apaixona. A sua mãe deu-lhe o nome da famosa bailarina russa, de sobrenome Baronova. Mal sabia que a sua filha lhe iria seguir os passos… de dança.

Repete a pergunta ‘qual o maior atentado à liberdade’. Depois sorri. “Ser livre é relativo”, afirma depois de pensar. Considera que, hoje em dia, ninguém é verdadeiramente livre, no sentido mais puro do termo. “Estamos sujeitos às regras impostas pela sociedade”, afirma. “Leis que nos impedem de fazer o que queremos, como viajar sozinhos antes dos 18 anos, sem o consentimento dos pais”. Este é apenas um exemplo, muito simples, mas que mostra claramente, do seu ponto de vista, que ser livre é quase impossível nos dias que correm.

De Lisboa, adora a Baixa. A proximidade do rio Tejo é sem dúvida o que mais a atrai, mas também beleza da arquitectura faz do local um dos mais bonitos do mundo. Passear pela Baixa é, decididamente, uma das coisas que a faz feliz. Mas, o mais importante, é saber que tudo em seu redor está bem. Desde que tudo esteja em paz, está feliz.

E quando tiver 70 anos, o que lhe vai realmente importar? Bom, nessa altura, o fundamental é que os seus entes queridos estejam bem, de boa saúde e com estabilidade financeira. Em especial, os seus descendentes.

Gosta de ler. Se tivesse de escolher um livro da biblioteca da sua vida seria ‘O Monge que Vendeu o seu Ferrari‘, de Robin Sharma.