Inês

“A última vez que fiz algo novo? Foi há mais ou menos 1 ano: slacklining!”

Ser professora por um dia, seria semelhante a andar em cima de um elástico preso a duas árvores: algo a fazer pela primeira vez, verdadeiramente difícil e vertiginoso. Especialmente, quando o tema a ensinar é: bom senso. Como é que iria formar as pessoas na distinção entre o bem e o mal, a impedir o mundo de andar a fazer asneiras que afectam a vida de todos negativamente? “Não faço a menor ideia”, conclui. “Quando tiver filhos, logo penso nisso”.

Se trocasse comigo e estivesse à frente de ‘As Faces de Lisboa‘, fazia-me “perguntas difíceis”. E é em jeito de desafio que pensa numa dessas questões. Depois de perceber bem o objectivo do projecto, pensa numa pergunta que tenha a ver com pessoas e com Lisboa. “O que há em ti que também existe em Lisboa?” Virando o feitiço contra o feiticeiro, aceita responder à sua própria pergunta. “Encontro-me várias vezes neste jardim e gosto da calma que nele encontro. Lisboa tem muitos destes sítios”, reflecte com a serenidade de quem gosta do tempo presente. E de uma boa companhia num banco de jardim.

A música da sua vida? ‘Cabeças no Ar‘ do projecto homónimo de 2002.