Inês

Quando era pequenina, sonhava ser muitas coisas. Desde fada a tratadora de golfinhos, passando por querer ser mãe, cabeleireira, professora, advogada ou médica. Agora, está a estudar para ser economista ou gestora.

E como é que tomou esta decisão? “Bem, fiz por partes e fui eliminado várias áreas para as quais não queria ir, pois não me identificava com elas”, partilha. Depois, fez um curso de verão em economia e gestão e gostou muito. Acabou por concluir que é esta a área que mais tem a ver consigo. “Apesar de ter muita matemática – e a matemática é difícil – acredito que vou conseguir!”, diz com convicção.

Sente que os jovens de hoje em dia, especialmente os da sua idade, só vivem o presente. “Às vezes, fico muito assustada, pois alguns rapazes da minha turma não fazem nada. Passam o tempo todo a jogar no telemóvel, a dormir e eu penso: o que é que eles querem fazer da vida?”, reflecte com inteligência. Crê que os jovens se preocupam, em demasia, em querer parecer mais crescidos do que aquilo que na realidade são. E isso, é mau, conclui.

Em Lisboa, há várias coisas que a apaixonam: “a paisagem, os monumentos, as pessoas, o clima, a comida…” O clima, porque atrai muitos turistas para a cidade e para o país e “isso é bom”, afirma. No verão, permite-lhe ir à praia e no inverno, como não existe muito frio, também lhe oferece bons motivos para passear. No que diz respeito à paisagem, gosta muito da zona de Monsanto, onde existe uma floresta muito bonita, cheia de animais. “É uma zona muito verde e muito natural”, partilha.

Mas também existem coisas de que gosta menos, como por exemplo andar pelo Chiado e pelo Rossio e ver edifícios mal conservados. Considera que isso faz com que a cidade fique mais feia e “que as pessoas os podiam reconstruir e torna-los mais bonitos”. Para o bem de todos.

É uma miúda feliz e precisa de pouco para soltar o seu lindo sorriso. Estar com a família e os amigos é o mais importante. Mas também fica contente quando recebe algo que anseia há muito tempo ou quando parte em viagem para visitar países e culturas novas. E em especial, “quando me surpreendem, com alguma coisa”, confessa.

Gosta muito de música e ouve aquilo a que apelida de música comercial. Anda sempre com os auscultadores nos ouvidos e no Spotify do seu iPhone podemos ouvir, por exemplo, a faixa “Fun” de Pitbull com Chris Brown, ou “I Don’t Like It, I Love It” de Flo Rida. Vai juntando as músicas que gosta em playlists e quando as ouve na rádio ou num sitio qualquer e não sabe o seu nome usa o Shazam para o descobrir. É a tecnologia ao serviço da cultura e dos jovens do séc. XXI!

A música é muito importante na sua vida, muito mais do que a leitura. “Isso nem se pergunta”, diz com um sorriso. No entanto, está neste momento a ler um livro fantástico de John Green intitulado “Cidades de Papel“. Conta a história de uma rapariga chamada Margot e do seu vizinho e amigo Quentin. “A Margot gosta muito de pregar partidas”, diz enquanto conta o enredo do livro que está quase a tornar-se num filme. Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de pistas que ele terá de descodificar se quiser voltar a vê-la. “É um romance que conta a história dele atrás dela e daquilo que descobre no caminho”, conclui.

Acabamos com um filme de super-heróis, entre vilões e histórias que não têm fim. Que superpoder gostava de ter para poder salvar o mundo? “Sempre gostei de voar, mas não sei… Ser invisível, por um lado, seria giro, mas gostava mesmo era de voar”, partilha de forma engraçada. “Ah! Gostava de poder voltar atrás no tempo”, interrompe de seguida, “para poder corrigir algumas coisas que fiz ou que devia ter feito”. Suuuupper Inês!!!