Erica

Se fosse professora por um dia, gostava de ensinar o mundo a não ser tão  invejoso.

Ainda não sabe como o faria, mas está a trabalhar afincadamente para tornar as pessoas menos invejosas.

Sente que os Lisboetas são muito fechados. No trabalho, só entendem a sua língua e parecem viver num mundo que é só seu. Gostava de os ver mais abertos ao mundo que os rodeia e ter uma atitude mais aberta. Acha essencial ver a diferença como uma vantagem e nunca como uma ameaça.

“Há uns anos atrás, decidi ir para o Quénia” conta, em resposta à pergunta “o que te faz feliz”… Foi o sorriso das crianças quenianas que a fez largar tudo na sua Itália natal – entre bens materiais e sentimentais – para viver uma experiência que fez dela uma pessoa melhor. É isso que a faz feliz… viver no meio de pessoas que não têm nada, a não ser um sorriso permanente para partilhar. Um sorriso do tamanho do mundo, capaz de iluminar o lugar mais negro.

Uma canção para levar consigo para a lua? Candy, de Paolo Nutini.

If she was a teacher for a day, she’d like to teach the world not to be so envious. Doesn’t know yet how she would accomplish it, but she’s working hard to make people less jealous.

Feels that people living and working in Lisbon are very close minded. At work, they only seem to understand their own language and act like they live in a private world. She would like to see them with a more open attitude. It’s essential to see difference as an advantage rather than a threat.

“A few years ago, I decided to go to Kenya”, she tells in response to the question “what makes you happy”… Looking deep at me she shares that it was the smile of the Kenyan children that made her leave everything in her hometown in Italy – between material and sentimental possessions – to live an experience that – I have no doubt – made her a better person. That’s what makes her happy… to share life among people who have nothing, unless a permanent smile in their faces. A smile that is bigger than the world and it’s enough to light the darkest place.

A song to take on the final trip to the moon? Candy, by Paolo Nutini.