Cristina

Quando foi a última vez que fez algo realmente novo? Hoje! Começou a ler o seu primeiro livro em Português: ‘O Fio da Navalha‘ de Somerset Maugham.

Está há dois meses em Portugal e, por isso, ‘arranha’ um pouco da nossa língua. É também pela língua, mais precisamente pelo paladar, que Portugal e Lisboa a conquistam. Adora boa comida e nada melhor do que um belo bacalhau com natas caseiro para a fazer feliz.

Mas há mais coisas que a fazem feliz. “O sol, o mar e a natureza. E pessoas felizes”, afirma com um sorriso. Talvez por isso tenha gostado tanto da zona da Mouraria. Encontrou uma festa local, bastante tradicional, onde as pessoas estavam contentes. E isso é contagiante. Há sempre muita gente nas ruas da capital portuguesa, gente que faz acontecer. “Há vida nas ruas de Lisboa”, partilha.

É uma pessoa muito ligada à natureza e ao ar-livre. Se há algo que a faz perder a noção do tempo é estar em comunhão com a natureza. Talvez por isso partilhe, como o sítio mais especial da sua Bucareste, o Delta Văcărești. Foi pensado por Ceaușescu como uma barragem para abastecer a cidade, mas nunca chegou a ser concluído. A mãe natureza, no entanto, encarregou-se de encher o local de água e de o transformar numa zona de biodiversidade incrível. Hoje em dia, mais de 90 espécies de aves habitam o local. É sem dúvida uma área fabulosa, uma ilha rodeada pelo triste betão armado dos antigos blocos de apartamentos da era comunista.

Todo o tempo do mundo era o que pediria ao génio da lâmpada. Para a pessoa que mais ama, mas também para si. O dinheiro não é importante, pois sempre sabe o que fazer sem ele. Agora o tempo, esse sim é fundamental. “Há tanto para fazer, tanto para ver e experimentar”.

A nossa conversa acaba com música. Embora adore ouvir música, não trouxe nada consigo para Portugal. Mas se eu lhe tivesse pedido, teria trazido um disco de Maria Tănase. Qual deles? Descubram!

When was the last time she did something really new? Today! She started reading her first book in Portuguese: ‘The Razor’s Edge‘ by Somerset Maugham.

She arrived in Portugal two months ago and therefore knows a little of our language. But more than the language, it’s the Portuguese taste that wins her over. She loves good food and nothing better than a homemade cod with cream to make her happy.

But there are more things that contributes to her happiness. “The sun, the sea and the nature. And happy people,” she says with a smile. So maybe that’s why she enjoyed the area of ​​Mouraria so much. There was a party, a very traditional one, where people looked happy and excited. And that’s contagious. There are always lots of people in every corner of the Portuguese capital, people who make it happen. “There is life in the streets of Lisbon,” she exclaims.

Cristina is a person closely linked to nature. An outdoor soul. If there is something that makes her lose track of time is to be in communion with nature. That’s probably the reason why she talks of Delta Văcăreşti so dearly, as one of the most special places in her hometown Bucharest. It was thought by Ceauşescu as a dam to supply water to the city, but was never completed. Mother Nature, however, embraced the place and filled it with water, turning it into an incredible biodiversity zone. Today, over 90 species of birds inhabit the area. It is certainly a fabulous area, an intriguing raw nature island between communist blocks of flats.

“All the time in the world” is what she would ask the genie of the lamp. For the person she loves the most, but also for herself. Money is not important, as she always finds a way to live without it. But time, time is fundamental. “There is so much to do, so much to see and experience.”

Our conversation ends with music. Although she adores listening to music, she didn’t brought any to Portugal. But if I had asked, she would have brought a record by Maria Tănase. Which one? Go discover!