Catarina

Se estivesse à frente dos destinos do mundo, juntava os líderes de todos os países para uma conversa séria. Sobre quê? Tudo o que a preocupa!

Conversa comigo com a serenidade e a simpatia de quem está bem consigo e com a vida. Mas não deixa de se inquietar com os verdadeiros problemas do mundo. Por essa razão, convocava a tal reunião de urgência com todos os que mandam (ou pensam mandar). O primeiro tema da agenda seria “sobre a estupidez de nos andarmos a bater uns contra os outros”. De seguida, debatia-se o futuro do Planeta Azul e a forma como o andamos a destruir. Finalmente, terminaríamos com o elencar de propostas, eficazes, para tornar este mundo verdadeiramente solidário.

Deixando a política de lado, se no final da reunião ainda restasse tempo para pensar um pouco em si, gostava de aproveitar que é dona do mundo para visitar os locais mais recônditos do seu novo ‘reino’. Aproveitava o facto de não precisar de visto para partir à descoberta e enriquecer, de forma apaixonante, a sua experiência de vida.

E se essa vida fosse um filme, que título teria? “Não sei… É difícil…”, responde, enquanto pensa sobre o tema. “Teria de ser algo começado por ‘Em Busca de…'”, acaba por partilhar. E como seria o final? Certamente um misto entre o atingir da serenidade absoluta e a inquietação de quem procura sempre aquilo que está para lá da curva… Um final apropriado para alguém cujo lema de vida é continuar.

É também com esta vontade da eterna aprendiz que se vê quando tiver 80 anos. Espera continuar a aprender sempre! E também poder espalhar lucidez, com uma saúde de ferro e, muito importante, rodeada pelos seus amigos, de agora e de amanhã. Ficar sozinha é que nem pensar.

Gosta de ler, ouvir música e de cinema. E muito de teatro! Ao desafio de escolher um título responde com um filme que viu recentemente: ‘O Sal da Terra‘ de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado. A obra conta a viagem realizada pelo fotógrafo Sebastião Salgado, nos últimos 40 anos, por todos os continentes, na senda de uma humanidade em constante mutação. Um filme que mostra de forma sublime “a humanidade da pessoa”. Fica a sugestão.