António

No seu mundo perfeito, há espaço para todos. Menos para os que, de forma fanática, usurpam o lugar dos outros e corroem os pilares da justiça e da paz.

Lembrando o livro de Shafique Keshavjee – O Rei, o Sábio e o Bobo -, considera que deve existir uma base de entendimento entre todas as religiões e, certamente, nenhuma delas será dona da razão suprema. Por isso mesmo, pensa que é fundamental haver lugar para todos, onde o respeito pela liberdade de cada um é acarinhada e preservada. Se estivesse à frente dos destinos do mundo era por isto que lutava e pensaria em medidas eficazes para acabar com o fanatismo. É por isso, um homem de paz.

O maior atentado à liberdade? “Valorizo muito a liberdade de expressão”, confidencia após uns momentos a pensar seriamente na pergunta. E esta liberdade de expressão não se limita apenas ao seu contexto político. É importante que sejamos livres para nos podermos expressar nas mais variadas vertentes, das ideológicas às sentimentais.

Daqui a muitos anos, quando for velhinho, acha que o importante será a companhia das pessoas. Tem medo, até de pensar, que possa estar só. Para além da solidão, também o preocupa não ter a dignidade e a mobilidade física que considera fundamental para poder continuar a viver a vida. E espera também que os seus alunos lhe acarinhem o intelecto, para ter a certeza que chega à terceira idade com o cérebro a carburar que nem um fórmula 1.

O disco da sua vida? Talvez o mais recente do seu próprio projecto ‘Novos Restelos‘: Trilhos.