Alberto

Adora correr. Tanto que, com apenas um treino, achou que estava preparado para a sua primeira corrida na terra mãe, em Cabo Verde. A ternura da sua juventude não o impediu de ficar em último, mas a força de continuar foi, e continua a ser, sempre mais forte.

Por isso mesmo, depois de chegar a Portugal, decidiu levar o atletismo mais a sério. Em 2005, começou a participar em competições e os resultados foram aparecendo. Hoje em dia, corre apenas para se manter em forma, estando sempre disponível para voltar à competição. Será que o seu Sport Lisboa e Benfica está a ouvir?

Sempre teve curiosidade pela fotografia. E esse bichinho pela descoberta levou-o inclusive a fazer um ‘book’ com fotos suas. “Sempre achei que ficava bem nas fotografias”, relata. Mas durante a sessão, teve a sensação que tudo tinha corrido mal. Não estava à vontade, tudo era novo e havia muitas ‘ordens’ às quais responder. Quando viu o resultado final, ficou agradavelmente surpreendido. O trabalho tinha resultado e confirmou-se que fica mesmo bem atrás da câmara. A partir daí, a sua relação com a fotografia ficou decididamente mais feliz.

E por falar em felicidade, o que é que o faz feliz? Sorri. “Ter saúde e energia para trabalhar, para poder continuar a lutar”. “Encontrar a paz. Acho que sou um homem de paz”, diz com serenidade. Não gosta de conflitos e não se mete em problemas. Às vezes, é claro, também se exalta, mas não gosta que isso seja um hábito. O importante mesmo, é estar em harmonia, consigo próprio e com o mundo.

Encontra harmonia também na música, que o apaixona. Tanto que é fácil ouvi-lo cantar. Mas não fiquem com ideias, pois não é nenhum Ildo Lobo. Se tivesse de levar consigo um disco para a viagem final à Lua, escolhia um bem tradicional, da sua terra, do seu coração: uma morna, claro está.  De quem? Da lindíssima Mayra Andrade.