Afonso

Vive no constante desafio de encontrar o equilíbrio perfeito entre a sua preguiça e a sua curiosidade. O mesmo equilíbrio que também é factor chave na modalidade desportiva que pratica: boxe!

Foi estudar para a capital escocesa e por lá ficou para dar início à sua vida profissional. É web designer na empresa Coach Logic. Adora a cidade, dona de um dos festivais de verão mais apaixonantes do mundo. Se forem a Edimburgo, recomenda uma caminhada até ao Assento de Artur, um pico de origem vulcânica que muitos crêem ter sido a localização de Camelot, o castelo lendário do rei Artur.

Mas são as experiências, mais que os lugares, o principal motivo que o faz querer viajar e habitar outros sítios. Por essa razão, para além de gostar de usufruir da magnífica vista proporcionada pelo Arthur’s Seat, nunca se veria a deixar a Escócia sem assistir a um jogo de râguebi. “Vale a pena ir ver um jogo de râguebi na Escócia. Mesmo que não se goste, vale a pena pela ‘performance‘. Eles adoram aquilo e têm todo o tipo de espectáculos antes do jogo, incluindo concertos… Só visto!”, diz com a paixão de quem ama e já praticou a modalidade.

Para além do râguebi, ‘um jogo de arruaceiros jogado por cavalheiros’, há mais duas instituições verdadeiramente escocesas: o uísque e a cerveja. “Já experimentei inúmeros uísques, várias cervejas e várias ales, algo que eles não consideram bem como uma cerveja”, partilha. Embora não goste muito de ales, fez questão de as provar, pois considera que o mais interessante de estar num país estrangeiro é poder colocar-se na pele dos seus habitantes e experimentar um pouco o que é pertencer verdadeiramente a outro lugar. O seu whisky favorito, de momento, é o Macallan, enquanto que em termos de cerveja a sua escolha cai na McEwan’s Red. “Que por acaso é uma ale“, conclui com um sorriso.

Adora conhecer pessoas, em especial de outras nacionalidades. “Edimburgo é uma cidade fantástica nesse aspecto”, reflecte. Também gosta de ler, algo que tenta fazer cada vez com mais frequência. Neste momento está embrenhado em ‘A Geografia da Felicidade‘, de Eric Weiner, na sua versão inglesa. Um livro que conta a viagem do jornalista americano pelos países mais felizes do mundo. “A parte curiosa do livro é que nos ajuda a perceber como a noção de felicidade varia tanto de país para país e como as pessoas de diferentes culturas reagem de forma diferente às mesmas situações. Estou a gostar muito!”, partilha.

Por falar em felicidade, o que fará feliz o meu interlocutor? “Eu acredito que são os ‘simple pleasures‘”, responde. “Uma boa conversa com os amigos ou estar sentado à lareira, no inverno, na companhia de uma tábua de queijos e um bom vinho tinto”, remata com um sorriso.

Pelo contrário, considera que o maior atentado à liberdade é impedir as pessoas de poderem sair da sua terra. “Acho que se fosse obrigado a viver apenas numa cidade, se não pudesse viajar o mínimo que seja, isso seria um grande atentado à minha felicidade”, diz enquanto pensa. É importante que não se coloquem entraves às oportunidades de cada um, seja ao nível profissional ou pessoal. “A partir do momento que se limita uma escolha, está-se a reduzir a liberdade de cada ser humano”. E para se perceber o quanto esta mobilidade é importante para si, basta referir que está de partida para a Índia. “Surgiu uma oportunidade de estágio, candidatei-me e fui aceite”. Vão ser três meses de mais descobertas!

E, nestes vagueios pelo mundo, o que realmente lhe importa: as pessoas ou os lugares? “As pessoas, sem dúvida. Porque o mesmo lugar será sempre diferente, conforme as pessoas que encontrarmos no caminho. São as pessoas que fazem os lugares”, diz em jeito de conclusão.

Godspeed Afonso!